Uma das definições clássicas de estratégia empresarial inspirada nos textos de Michael Porter é: decidir o que não fazer, ou seja, realizar escolhas estratégicas e se concentrar em aquelas atividades que a empresa considera pode fazer melhor que a concorrência – melhor do que ninguém. Ter uma posição competitiva única.
A empresa espanhola Inditex – mais conhecida por sua marca principal Zara – é um fantástico exemplo desta definição. Inditex possui um modelo de negócio único baseado na vantagem competitiva de sua cadeia de abastecimento. O benchmark mundial em supply chain management.
A proposta de valor de Inditex é “moda rápida a preços acessíveis” com uma cadeia de valor que cuida do desenho, fabricação, distribuição e venda de roupas em quase 5.000 lojas espalhadas em 74 países no mundo. Inditex consegue elaborar em torno de 20.000 novos desenhos por ano, com pelo menos 2 novos modelos por semana por loja e garante que entrega em qualquer lugar do mundo em 24 a 48 horas.
Isto é possível porque seu estoque é 100% centralizado na Espanha onde cada uma de suas 8 marcas (Zara, Zara Home, Massimo Dutti, Bershka, Oysho, Pull&Bear, Stradivarius e Uterque) possui uma única central onde são tomadas todas as decisões de desenho, fabricação e distribuição. Inditex produz únicamente um terço de sua produção na Asia (muito menos que a maioria de empresas do setor que preferem fabricar em países com baixo custo de mão de obra) e a grande maioria perto de seus principais mercados (Europa ainda responde por mais de 75% de suas vendas) mesmo sendo “mais caro” porque – conforme sua escolha estratégica – compensa ter um melhor tempo de resposta.
Igualmente sendo coerente com suas escolhas estratégicas, nenhuma marca de Inditex faz propaganda ou qualquer tipo de comunicação externa ou promoção. Todo o investimento em marketing é voltado para o ponto de venda, em concordância com sua vantagem estratégica competitiva.
Segue uma pequena apresentação deste incrível caso de sucesso que é a Inditex:






Trabalho escravo no Brasil, uma vergonha. Pior que o trabalho escravo, foi a falta de educação dos senhores advogados, que representam a Zara.
Falta de respeito com o consumidor final.
Vc compra roupas na região do Bras e Pari ? Se Vc não compra, a loja de sua preferêencia compra. Quem é que faz as roupas que vc usa ? Vc sabe qual é a nacionalidade das pessoas que trabalham nas facções que abastecem o mercado interno ? Vc sabe ? Meu amigo este mundo é cão ! É melhor vc andar nú.
Inditex empresa vende produtos fabricados com mão de obra escrava. Esse foi o segredo de seu sucesso. Toda essa apresentação e texto aqui postado sobre “Exemplo de estratégia competitiva” não fala da verdade por trás da empresa em questão. Que vergonha. A Nodal como outras precisa se posicionar sobre esse ocorrido. Aguardamos aqui uma nota da Nodal sobre o uso de mão de obra escrava na fabricação de produtos que pelo o que li dizia “centralizado seu estoque centralizado 100% na Espanha”… Podem se explicar e corrigir mediante as novas tristes descobertas por gentileza?
Isso serve para todas as empresas envolvidas com a Inditex (Zara) que até então elogiavam a referida empresa. Por isso que quem trabalha direito não consegue competir , afinal isso não é concorrência e sim um “canibalismo” onde os imigrantes é que mantém empresas no topo a custa de suas vidas.
I
Maria, qualquer empresa que realize praticas fora da lei – seja do ponto de vista tributário, ambiental, social e inclusive criminal – tem que ser punida e não merece elogios por seus resultados. Inclusive quando estas praticas são de terceiros. As empresas não podem controlar as atividades de todos os que prestam serviços para ela, mas quando o produto é peça fundamental de sua atividade, não há desculpa. Este é o caso da Zara (Inditex) no Brasil. É obrigação da Zara (Inditex) verificar e conhecer em detalhe as atividades dos seus fornecedores de roupa – o principal produto que comercializa.
Zara (Inditex) deve sim ser responsabilizada por estas praticas no Brasil.
Dito isto, não concordo que “esse foi o segredo de seu sucesso,” pois no inicio foi o próprio Amancio Ortega e sua família quem fabricavam as roupas e durante muito tempo Zara (Inditex) só utilizava fornecedores da Comunidade Europeia onde a fiscalização é muito mais exigente em termos gerais.
Esperemos uma forte resposta da empresa neste caso e uma mudança radical em suas práticas de contratação de produtos de terceiros.